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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Primeira série brasileira de Sci-Fi está na web

por Icaro
Não sei se é alguma sacada de marketing viral de uma grande marca ou algo assim, mas fiquei surpreso ao ver uma nova série brasileira esses dias. Estou falando de "2012 - Onda Zero", uma websérie produzida pela Kilmerson Produções exclusivamente para internet e que estreou (no site oficial) em agosto.

O seriado terá dez episódios em torno de sete minutos cada, que serão disponibilizados em seu hotsite, com acesso gratuito. O primeio deles já está por lá, além de dois spots para TV. O segundo episódio deve sair nos próximos dias.

Abaixo, a sinopse oficial:
Perturbado com os últimos eventos bizarros acontecidos em sua vida, o jovem JP pode estar à beira de um colapso. Visões, pressentimentos estranhos, paranóia, pânico. A constante sensação de que, a qualquer momento, poderá cair num abismo existencial e de que o mundo está prestes a ser destruído, são pensamentos que martelam a mente de JP. O que ele não sabe é que pode estar sendo observado de perto. Temendo que a realidade se desfaça a sua frente, JP se afasta da família, dos amigos, do trabalho e de sua namorada Wanessa. Mas seu maior medo se torna real quando ele é levado a encarar um mundo completamente destruído e um observador tão sinistro quanto o pesadelo real em que ele está perdido.
A trilha sonora ficou por conta da banda carioca de Metal Hydria (me lembrou bastante os holandeses do Within Temptation) que, ao meu ver, fez um ótimo trabalho.



Apesar da arte gráfica não parecer muito atraente (lembrando que estamos falando de uma produção nacional independente), o roteiro, as atuações e até mesmo os efeitos visuais são convincentes (pra quem tá acostumado com os Mutantes da Record...). Resta saber se a produção vai vingar e a série vai ter realmente um desfecho.



Pra quem curte ficção científica e/ou produções audiovisuais independentes, fica aí a dica. Torçamos para que dê certo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Televisão: O Lazer Enlatado

por Tahiane
Vivemos atolados de trabalho, aulas, filhos, família, sogra, e isso toma quase todo o nosso tempo livre. Geralmente as pausas do dia de um cidadão médio comum são os horários das refeições. Muitos de nós, após um dia cansativo, chegamos em casa, sentamos no sofá e ligamos a TV “para descansar”. Enquanto “descansamos” estamos absorvendo informações sem contribuir diretamente para o processo comunicacional, nós engolimos, sem mastigar, o que atelevisão nos empurra diariamente. Cultura monopolista e pobre, propaganda manipuladora, assuntos sintetizados.

Segundo Muniz Sodré, em seu livro O monopólio da fala, “a ideologia na TV não precisa ser primordialmente explicita porque o tipo de relação humana por ela induzido já é simulador de uma ordem repressiva e castradora”. Ou seja, o conteúdo e a ideologia difundidos pela televisão funcionam como uma espécie de ditadura da informação, que impõe o conteúdo a ser mostrado. É claro que existem os canais educativos, mas esses não atingem a maioria dos telespectadores, nós poderíamos dizer que a parcela que não tem contato com programação educativa e/ou cultural “escolheu” o outro conteúdo. Não escolheu. Por trás da máscara da credibilidade, tradição e, principalmente, orçamento, se esconde um monopólio de informação e ideologia.

A Rede globo, por exemplo, é a rede de televisão com mais audiência no Brasil, atrás dela atualmente está a rede Record. Os noticiários da Globo são considerados os mais confiáveis pela maioria da audiência. A Globo é um canal tradicionalmente de direita, apoiou a ditadura militar, é elitista e ganha milhões com publicidade. Quando algum de nós chega em casa e absorve as informações da forma que são passadas pelo Jornal Nacional, está fazendo parte de uma ideologia dominante ditada pelas pessoas que fazem a Globo. Nós engolimos entretenimento e informação enlatados. Geralmente, os programas do tipo Zorra Total, que teoricamente são de humor (humor burro e apelativo), garantem o pão e circo para a base trabalhadora, as classes C e D. Nos sentimos “descansados, informados e felizes”, a ficção das novelas é o soma brasileiro.

Lembre-se sempre, amigo leitor: não acredite em tudo o que você vê na televisão, procure novos meios de informação, ouça o outro lado, só assim poderemos conter esse processo de “emburrecimento” ditado pela TV. As mídias alternativas e tradicionais estão aí, temos a internet com conteúdo democrático, que alguns julgam perigoso – eu não. Leia um livro no seu tempo livre, aprenda alguma coisa. Desligue a TV 20 minutos mais cedo hoje. Seu cérebro agradece.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CQC e a Censura na TV

por Icaro
Por Nerds Somos Nozes (via Amalgama)

Unindo jornalismo e humor como ninguém jamais conseguiu, o CQC é um sucesso absoluto, até para quem antes não gostava de política e responsabilidade social. Mesmo os jovens, vários deles conhecidos amantes e telespectadores de BBBs e Fazendas, colocam o programa na sua pauta de conversas. O CQC também está ajudando a sepultar um programa humorístico que seguia uma linha completamente diferente: o Pânico na TV!

E com o sucesso, e o estilo ácido, o programa já está atravessando problemas, mesmo com pouco mais de um ano no ar. Já é bem conhecido o caso da proibição da entrada deles no Congresso, a Casa do “Povo”. Mas, a coisa está atingindo níveis tão altos que começa a preocupar a Band, que distribui semanais orientações para os apresentadores do programa. São coisas como pegar mais leve nas brincadeiras (Danilo Gentili e Rafinha Bastos estão quase mudos), e diminuir o tom com políticos. Recentemente uma entrevista com Dunga foi impedida de ser levada ao ar, devido a irritação do treinador da seleção brasileira com as perguntas de Danilo Gentili com relação ao novo patrocinador da seleção, a Gillette.

A outra medida (perpetrada há duas semanas) é o programa deixar de ser ao vivo, o que deixa a direção da emissora livre para cortar o programa ao seu bel prazer, evitando os trechos mais pesados. Como é de praxe na grande imprensa brasileira, a liberdade de expressão desceu pelo ralo, e dessa vez tirou dos comediantes o direito legítimo de tecerem suas opiniões sobre os causos da política brasileira. Por que os políticos não jogam de forma mais limpa e usando o debate? Mas, como vimos pelo nível dos políticos que se põe a falar (e a mandar se danar os eleitores) argumentos não são o forte deles, e preferem exercer pressões econômicas nos órgãos de comunicação. O que invariavelmente funciona também.

A Band ainda não se pronunciou sobre a questão, e alega motivos técnicos para essa mudança, e não estipula prazo para a volta dele ao formato ao vivo.

Isto é o Brasil, isso é o mundo. É por isso que acredito na internet…

terça-feira, 19 de maio de 2009

Para o Povo o que É do Povo

por Icaro
Essa notícia já tem quase um ano, mas só fiquei sabendo agora, graças a um e-mail que acabo de receber.

Se fosse notícia ruim, tinha recebido segundos depois de acontecer.

Segue abaixo o ctrl+c, ctrl+v:



Agência FAPESP – O Memória Roda Viva, um novo canal de pesquisa na internet, foi lançado nesta segunda-feira (16/6). O projeto tem como objeto o acervo do programa Roda Viva, da TV Cultura, e é voltado para estudantes, pesquisadores e o público em geral.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Fundação Padre Anchieta e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp). O projeto tem apoio da FAPESP por meio da modalidade de Auxílio a Pesquisa.

Inicialmente, o site reúne o texto integral de mais de 200 entrevistas com personalidades de diversas áreas, entre os quais Ayrton Senna, Dom Paulo Evaristo Arns, Drauzio Varella, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Henrique Cardoso, Fidel Castro, Gianfrancesco Guarnieri, Grande Otelo, Luís Carlos Prestes, Nelson Piquet, Oscar Niemeyer, Patch Adams, Paulo Autran, Pedro Almodóvar, Plínio Marcos e Telê Santana.

"O site disponibiliza o conteúdo do Roda Viva em um fantástico instrumento de pesquisa, que permite o acesso e a consulta à história do programa por qualquer pessoa que tenha acesso à internet", disse Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta.

O objetivo do site é oferecer o texto completo das mais de 1,2 mil entrevistas feitas em 21 anos de existência do programa. Aos textos são acrescidos vídeos com cerca de dois minutos que destacam parte da entrevista concedida ao programa e verbetes, ou seja, referências explicativas de termos, nomes e citações feitas pelos entrevistados.

Um sistema de navegação simples permite que se encontre rapidamente uma determinada entrevista. Além disso, um mecanismo de busca por palavras-chave e a divisão por cinco grandes temas (Ciência, Cultura, Economia, Esportes e Política) facilita pesquisas mais específicas.

"A publicação das transcrições das entrevistas cria um registro importante na história recente, assegura sua preservação definitiva, possibilita acesso livre a todo o conteúdo e reconstrói o processo de formação da agenda pública brasileira nas duas últimas décadas, quando se deu a discussão das questões mais relevantes de nossa atualidade, bem como a sua continuidade futura", disse Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior e coordenador do Labjor.

Memória Roda Viva: www.rodaviva.fapesp.br


Portanto, aproveitem.

Outro site no mesmo 'esquema' é o Domínio Público. Criado em 2004, o site foi desenvolvido (em software livre) pelo Governo Federal e quase saiu do ar em 2007 por baixa taxa de pageviews (pouco acesso). Inicialmente com "apenas" 500 obras, hoje essa biblioteca virtual gratuita passa das 2000 (na forma de textos, sons, imagens e vídeos).

Aproveitem, usufruam ao máximo. Não é todo dia que o dinheiro público é usado de forma tão correta, ainda mais na área da educação.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Deturpação Divina

por Tahiane

Não bastasse o megalômano "bispo" Edir Macêdo e sua Igreja Universal do Reino de Deus, uma novidade no mercado de igrejas está surgindo com força total: a Igreja Mundial do Poder de Deus. Pois bem caros leitores, o fundador dessa empresa, digo, igreja é um daqueles "showmen de jesus", o bispo Valdemiro Santiago, que chama o seu templo humildemente de "Templo dos Milagres".

O bispo Valdemiro se diz um mensageiro de Deus e se julga capaz de fazer milagres. O seu programa é transmitido pelo canal Bandeirantes todas as manhãs, de segunda à sexta, e a audiência só tem crescido (em nome de jesus!). Pessoas dão todos os dias testemunhos dos milagres de Deus por meio das mãos de Valdemiro. Cura-se câncer, cegueira, diarréia, pobreza, vício, homosexualismo e (porque não?) ateísmo. Tolerância não existe por esses lados, mas se você quiser ser convertido para o rebanho, irmão, será muito bem aceito.

E isso não é tudo amigo leitor, você pode presenciar os milagres ao vivo, todas as manhãs! É o show da fé! O bispo Valdemiro compartilha sua missão divina com um time de "milagreiros profissionais" que dividem a programação com ele, mas o dia mais esperado é mesmo a terça-feira, quando é transmitido o programa de Valdemiro: A terça Feira do Poder de Deus e do Milagre Urgente. Como um bom marqueteiro, o bispo Val tem um site que dá todas as informações necessárias para você ser salvo, inclusive você pode imprimir o boleto bancário direto do site e fazer a sua doação para uma das três contas da Mundial. O site também conta com uma loja virtual onde você compra a palavra do senhor por um precinho camarada, um produto fabricado pelas mãos do Senhor, irmão! A igreja também é dona da Rádio Mundial e da TV Mundial (a próxima Record?).

Valdemiro responde a diversos processos por charlatanice, pois as autoridades sem fé deste país não acreditam que seus milagres sejam verdadeiros. Mas Valdemiro Santiago já avisou: só vai parar de pregar a palavra do senhor e salvar almas depois de morrer!

Portanto, caro leitor, se você estiver afim de ser salvo, ainda dá tempo!

Acesse o site da Igreja Mundial e sinta a mão do Senhor na sua vida!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Rede Globo de Dominação

por Tahiane
Do blog de Paulo Henrique Amorim:

Repórter da Globo desmente versão de cárcere privado
27/04/2009

Por Max Costa*

Vitor Haor, repórter da TV Liberal - afiliada da TV Globo -, depôs ao delegado de Polícia de Interior do Estado do Pará e, em seu depoimento, negou que os profissionais do jornalismo tenham sido usados como “escudo humano” pelos Sem Terra, bem como desmentiu a versão - propagada pela Liberal, Globo e outras emissoras - de que teriam ficado em cárcere privado, durante conflito na fazenda Santa Bárbara, em Xinguara.

Está de parabéns o repórter - um trabalhador que foi obrigado a cumprir uma pauta recomendada, mas que não aceitou mais compactuar com essa farsa. Talvez tenha lhe voltado a mente o horror presenciado pela repórter Marisa Romão, que em 1996 foi testemunha ocular do Massacre de Eldorado dos Carajás e não aceitou participar da farsa montada pelos latifundiários e por Almir Gabriel, vivendo desde então sob ameaças de morte.

A consciência deve ter pesado, ou o peso de um falso testemunho deva ter influenciado. O certo é que Haor não aceitou participar até o fim de uma pauta encomendada, tal quais os milhares de crimes que são encomendados no interior do Pará. Uma pauta que mostra a pistolagem eletrônica praticada por alguns veículos de comunicação e que temos o dever de denunciar.

Desde o início, a história estava mal contada. Um novo conflito agrário no interior do Pará, em que profissionais do jornalismo teriam sido usados como escudo humano pelo MST e mantidos em cárcere privado pelo movimento, em uma propriedade rural, cujo dono dificilmente tinha seu nome revelado. Quem conhecia e acompanhava um pouco da história desse conflito sabia que isso se tratava de uma farsa. A população, por sua vez, apesar de aceitar a criminalização do MST pela mídia e criticar a ação do movimento, via que a história estava mal contada.

As perguntas principais eram: como o cinegrafista, utilizado como “escudo humano” - considero aqui a expressão em seu real sentido e significados -, teria conseguido filmar todas as imagens? Como aconteceu essa troca de tiros, se as imagens mostravam apenas os “capangas” de Daniel Dantas atirando? Como as equipes de reportagem tiveram acesso à fazenda se a via principal estava bloqueada pelo MST? Por que o nome de Daniel Dantas dificilmente era citado como dono da fazenda e por que as matérias não faziam uma associação entre o proprietário da fazenda e suas rapinagens?

Para completar, o que não explicavam e escondiam da população: as equipes de reportagem foram para a fazenda a convite dos proprietários e com alguns custos bancados - inclusive tendo sido transportados em uma aeronave de Daniel Dantas - como se fossem fazer aquelas típicas matérias recomendadas, tão comum em revistas de turismo, decoração, moda e Cia (isso sem falar na Veja e congêneres).

Além disso, por que a mídia considerava cárcere privado, o bloqueio de uma via? E por que o bloqueio dessa via não foi impedimento para a entrada dos jornalistas e agora teria passado a ser para a saída dos mesmos? Quer dizer então que, quando bloqueamos uma via em protesto, estamos colocando em cárcere privado, os milhares de transeuntes que teriam que passar pela mesma e que ficam horas nos engarrafamentos que causamos com nossos legítimos protestos?

Pois bem, as dúvidas eram muitas. Não apenas para quem tem contato com a militância social, mas para a população em geral, que embora alguns concordassem nas críticas da mídia ao MST, viam que a história estava mal contada. Agora, porém, essa história mal contada começa a ruir e a farsa começa a aparecer.

* Max Costa é jornalista de Belém e também membro da secretaria geral do PSOL

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Mais uma vez a Globo, tenta fazer o povo de otário...

Vamos bicotar essas porras e achar novos meios de informação, galera!

Porque dizer que é a favor disso e daquilo e continuar assistindo o Jornal Nacional e lendo Veja num rola não...

E tenho dito!
layout por WART :]