Mostrando postagens com marcador Álcool. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Álcool. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eu quero uma Steinhägen

Se você é como eu, e gosta de saborear uma boa Cerveja, ou mesmo uma gigantesca caneca de Chopp, a dica alcoólica da semana é que, antes de tomar o liquido sagrado, você experimente uma dose de Steinhägen, a famosa birita Alemã. Esta bebida recebeu este nome em homenagem à cidade onde nasceu, Steinhägen, localizada ao lado da Floresta Teutoburger, na região de Ravensburg, Westfalia, estado de Nordrhein-Westfalen, Alemanha.

Um dos principais processos de elaboração do Steinhäeger é por fermentação, na presença de bagas de zimbro, e posterior destilação, resultando numa bebida alcoólica incolor, com sabor e aroma muito agradável.

Submarino

Ela pode ser bebida pura, bem gelada, ou adicionando limão, açúcar e gelo. Outra maneira característica, e famosa, de bebê-la é o típico “submarino”: joga-se um canequinho (50 ml) de steinhäeger dentro de uma caneca de chopp (ou cerveja). O chopp absorve o aroma e sabor do destilado e os libera lentamente, tornando a mistura agradável e harmônica, conferindo-lhe também propriedades digestivas.

Meu primeiro contato com essa birita foi no Prêmio Eddie Van Halen, aqui em Caicó, e me foi oferecida pelo amigo Negro Caio... de início eu fiquei meio relutante em experimentar, mas, como bom biriteiro, acabei provando e achei o máximo. O Steinhäeger dá um sabor bem especial ao Chopp, mas nada de muito extremo. Ele acrescenta um gosto bem discreto e, claro, o teor alcoólico é aumentado, o que me leva a dar um aviso: cuidado com os exageros! Essa bebida, pelo que pesquisei, já foi motivo de muito vexame em mesas de bares, um verdadeiro elixir da verdade.


Então, espero que vocês realmente experimentem a parada, vale à pena. O preço anda meio salgado, entre 40 até mais de 100 reais, mas juntando uns amigos dá pra comprar a bebida e dividir entre todos, afinal, em ocasiões especiais sempre é bom tomar uma bebida especial.

sábado, 15 de agosto de 2009

Absolut Rock

por WART

Depois de ter lançados as edições "Disco" e "Masquerade", a "Absolut Vodka" lançará dia 1 de setembro na rede inglesa "Selfridges" e depois em 80 outros países a edição "Rock", que virá com uma cobertura de couro, prestando um tributo ao que definiram como "um gênero musical vibrante e irreverente que detonou o mundo".


A intenção pode ser a de homenagear o rock, mas ao meu ver, está bem mais próximo de ser uma homenagem ao mundo sadomasoquista:


-------------------------------------------------------------------------------------------

Fontes: Classic Rock | Creative Review

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ora, Porque é Líquido!

por WART
Beber. Beber pra comemorar. Beber pra passar o tempo. Beber pra esquecer. Beber por merecimento. Beber por necessidade. Beber pra abrir o apetite. Beber pra dormir. Beber pra não acordar. Beber pra curar. Beber pra adoecer. Beber pra ficar bêbado. Beber sem motivo. Beber por todos os motivos. Só não deixar de beber. Vamos beber?

O consumo de bebidas alcoólicas é algo intrínseco à vida do ser humano, já está gravado no genoma, nem por força de macumba se pode mais separar um do outro. É praticamente um complemento vital, como o ar ou o sangue, que se chegasse um dia a faltar, impossibilitaria a continuidade da vida na Terra. Sim, o álcool é uma peça chave de nossas vidas, sem ele tudo ficaria bem mais difícil. Este nosso amigo está conosco há pelo menos 5000 anos e está bem longe de nos deixar. Quem, questiono, quem seríamos nós para repudiarmos sua existência, influência e necessidade?

Lembro que há alguns anos eu e meus amigos nos reuníamos tão somente para conversar. Ficávamos sentados no banco da praça vendo as pessoas passarem, conversávamos sobre todo tipo de coisa durante horas, diálogos sóbrios sem nem uma gota sequer de álcool. Bebíamos uma vez perdida, num fim de semana para festejar um aniversário por exemplo, bebíamos uma lata de cachaça e ficávamos todos embriagados, eufóricos. Bons tempos.

Com o passar dos anos, o álcool foi se juntando a nós, passou a fazer parte de nosso círculo de amizades. Ele era o amigo mais presente, raramente não estava lá, sempre animando o ambiente, provocando risadas. Nunca pedia nada em troca, generoso como só ele poderia ser. Quando não comparecia, ficava aquele clima estranho, aquela ausência um tanto quanto incômoda, mas até então suportável.

Hoje em dia, se não tiver birita, ninguém sai de casa. Quem danado vai sair do conforto do lar pra ir conversar besteira na rua? Não faz sentido. Se quiser ficar conversando, fique no MSN, ou Orkut, ou qualquer dessas coisas. Se é pra sair de casa, tem que beber. Se é pra ir num show, tem que beber. Se é pra ir numa missa, tem que beber. Num batizado, beber. Vacinar-se, beber. Cortar cabelo, beber. Fazer prova de concurso público para auxiliar de serviços gerais da prefeitura de Puxinanã, beber!

Digo sem medo que 90% dos meus amigos são alcoólatras, assim como eu. E passamos bem longe de ter receio de admitir isso. Não existe vergonha nem essa de ficar sem jeito. Em alguns momentos temos até orgulho de contar as quantidades infinitas de álcool que ingerimos na festa passada (sempre aumentando um pouco mais pra parecer mais forte e resistente). É tipo uma competição para ver quem é o maior bebedor de todos, o que consegue passar mais tempo sem apagar (se bem que ultimamente foi criada uma modalidade para ver quem apaga primeiro). Ou seja, estando bêbado e continuando a beber é a conta!

O álcool é uma constante em minha vida, eu realmente dependo dele. Ele sempre está comigo nos momentos mais difíceis, como também nos mais fáceis, como também nos momentos normais (por que não?). As maiores lições de vida que já tive foram durante minhas bebedeiras, exemplos que no momento que vi, tive certeza que mudariam meu modo de encarar o mundo para sempre... o problema é que de um tempo pra cá, adquiri amnésia alcoólica e já não lembro de quase nada no dia posterior. Contudo, não consigo ver o álcool como uma ameaça, pois quem o procura sou eu, o primeiro gole sempre se dá de forma consciente (quando não se está de "redonda", claro), é muita fraqueza de espírito dizer que foi influenciado a beber, que fez sem querer.

Eu ainda não sei onde estou querendo chegar com este texto. Talvez seja uma tentativa minha de amenizar a situação e torná-la mais aceitável, criar uma desculpa para justificar minha necessidade, pois sei, ao menos, que nunca pararei definitivamente de beber.

Hoje, à véspera de completar 25 anos, já percebo os encargos físicos e mentais que eu trouxe à minha vida com o álcool. Problemas que tenho consciência de que tendem apenas a severizar-se com o tempo. Entretanto, não posso viver condicionando minha vida a eventos futuros. Posso vir a morrer na próxima semana com um meteoro caindo em minha cabeça antes mesmo de desenvolver uma cirrose... logo, tenho que aproveitar a vida, não?

... falando em aproveitar e, como dito, amanhã é meu aniversário, vamos beber?

sábado, 30 de maio de 2009

Delírios Cotidianos - Charles Bukowski e Matthias Schultheiss

Charles Bukowski é um escritor único, cínico, marginal, anti-acadêmico, anti-grupos literários, politicamente incorreto, anarquista e um grande homem, daqueles que você poderia encontrar em um desses bares sujos da vida e logo faria amizade. É um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA. Seus poemas atingem como ninguém a alma dos beberrões, boêmios, vagabundos, viajantes e, porque não, as pessoas enrustidas, que vivem uma vida tida como normal mas que, lá no fundo, queriam mesmo era sair pelas madrugadas bebendo e vendo o que a noite poderia proporcionar.

Este velho safado publicou mais de 45 livros de prosa e poesia quando estava vivo. Algumas dessas grandes histórias, o universo de Charles Bukowski, está todo aqui, em quadrinhos. Matthias Schultheiss, um aclamado quadrinista alemão, apresenta, em desenhos que traduzem o que há de mais genial nas histórias do velho safado, esse mundo povoado de bêbados e perdedores, prostitutas e marginais que perambulam na solidão das grandes cidades. Essa atmosfera sombria e desesperançosa flui página após página, produzindo o que poucas vezes foi conseguido: a certeira adaptação gráfica de histórias já consagradas na literatura.


Com um tom marcadamente autobiográfico, ‘Dois bêbados’, ‘Kid Foguete no matadouro’, ‘Os assassinos’, ‘A puta de 135 quilos’, ‘Mamãe bunduda’, ‘Henry Beckett’, ‘N. York, 95 cents ao dia’ e ‘Um trabalho em New Orleans’ são histórias cruas, que falam de sexo, desemprego e bebedeiras, ao melhor estilo do autor. Esses oito contos ilustrados foram publicados na década de 1980 em dois volumes na Coleção Quadrinhos L&PM e agora disponibilizo para download.

O "Velho Buk", para mim, é o melhor. Me vejo em seus poemas e contos enquanto os leio. Acredito que, se você, leitor, pertence também a esse mundo Junkie e nunca leu nada sobre ele, vai gostar e muito do que vai encontrar aqui e, quem sabe, acabará como eu, tornando-se um grande fã do cara.

Aproveitem!

DOWNLOAD

layout por WART :]