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quarta-feira, 9 de junho de 2010

The Bon Jovi's Tribute

Depois do muito bem sucedido tributo ao Iron Maiden, eis que se repete o Scream for Me Caicó, desta vez dedicado ao Bon Jovi. Segue o cartaz de divulgação e a camisa promocional:



Demais informações, no Orkut.

terça-feira, 8 de junho de 2010

MOTOFEST DE 11 A 13 DE JUNHO

     E de sexta-feira a domingo acontece em Caicó, na Ilha de Sant'Ana, o Motofest 2010 com apresentações músicais na sexta-feira e sábado onde a banda BHR, Rota Paralela e Cavera estarão levando o rock para a festa.

    Os interessados vai a programação do evento:

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Que venham os mortos!

por WART
clique para ampliar

Espalhem para todos as más-novas, divulguem enquanto for tempo...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Caicó vira sede da 1º Feira de livros do Seridó

por Tahiane

Finalmente! Esta acontecendo em Caicóa primeira feira do livro do Seridó! O evento, que teve inicio no dia 29 deste mês, e vai até o dia 1 de novembro, conta com a presença de escritores, atrações artísticas, de¬bates, oficinas e comercialização de publicações dos mais diferentes gêneros. A feira visa difundir a riqueza da literatura em todos os municípios do Seridó, tendo o livro como principal instrumento de revolução pessoal, educativa e cultural.

As atividades são realizadas nos três turnos(manhã, tarde e noite) na ilha de Santana, onde diversas editoras estão expondo seus lançamentos. É uma boa oportunidade para comprar livros, já que a região carece de livrarias, os preços também costumam ser bem menores neste tipo de evento

Entre os convidados estão Salizete Soares e Diva Cunha - com um bate-papo sobre a “mulher na literatura”, os jornalistas Vicente Serejo, Tácito Costa e Tarcísio Gurgel - numa conversa sobre jornalismo e literatura. O encerramento do evento contará com a presença de Gabriel “O Pensador”.

Achei a iniciativa muito legal, pois é raro um evento desse tipo na região do Seridó, e fico muito feliz que Caicó esteja sediando a feira. Que o evento cresça, e que venham outros!


Para ter acesso a programação completa visite o site da feira.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

10.000! \o/

por WART
É com grande satisfação em nossos corações, com lárimas prestes a escorrer dos olhos, com o batimento cardíaco acelerado, que nós que fazemos o Caicó Subterrâneo anunciamos e comemoramos as mais de 10 mil visualizações desde a criação do blog, uma média de 100 visualizações diárias.

Isso só tende a demonstrar o interesse do caicoense, como também das pessoas das cidades próximas e, ainda também, de pessoas até de estados distantes na cultura underground de nossa região.

Tahiane, Icaro, WART e Popeye

A nós, resta apenas agradecer pela constância dos visitantes. Fiquem certos de que esse blog aqui ainda tem muito o que render.

Como diria Del, o alucinado do rock: "É rock demais, Brasil!"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cinema no SESC


Mais uma novidade para quem gosta de cinema! Amanhã, o SESC Caicó, em parceria com a Casa de Cultura Popular, colocará mais uma vez em prática o projeto "Cinema no SESC" com a exibição do filme "Deus e o Diabo na Terra do Sol" do conhecido diretor brasileiro Glauber Rocha.

A exibição começa a partir das 20h no quintal da Casa de Cultura e é gratuita. Sintam-se convidados.


SINOPSE:
Manoel (Geraldo Del Rey) é um vaqueiro que se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes (Mílton Roda) e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido por jagunços, o que faz com que fuja com sua esposa Rosa (Yoná Magalhães). O casal se junta aos seguidores do beato Sebastião (Lídio Silva) , que promete o fim do sofrimento através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Porém ao presenciar a morte de uma criança Rosa mata o beato. Simultaneamente Antônio das Mortes (Maurício do Valle) , um matador de aluguel a serviço da Igreja Católica e dos latifundiários da região, extermina os seguidores do beato.

DIREÇÃO: Glauber Rocha

GÊNEROS:
Drama, aventura, faroeste.

ANO: 1964


(Fonte: Cine Menu)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

É "Nós na Tela"!

Geraldo Cavalcante, roteirista e representante da Fundação José Augusto
(foto do blog casadeculturajs.blogspot.com)


Como parte de um projeto que a Fundação José Augusto trouxe a Caicó, no mês de março desse ano aconteceu a primeira oficina roteiro para cinema "Nós na Tela", ministrada pelo roteirista potiguar Geraldo Cavalcante. Esta se tratou do pontapé inicial na produção cinematográfica no interior do estado, teve duração de uma semana e ocorreu também em outras cidades seridoenses.

Durante os dias da oficina os participantes trabalharam conjuntamente os fundamentos básicos acerca da escrita do roteiro e mais: construção dos personagens, perfil dos personagens, arquétipos, argumento, gêneros da narrativa, escaleta, enquadramento e planos. A partir dai os participantes escreveram seus roteiros, dentre os quais, um destes foi escolhido para ser filmado.

Agora, retornando à Caicó, Geraldo traz outra oficina, desta vez voltada para a direção - iniciada segunda, 10 de agosto e com encerramento dia 15/08. O roteiro escolhido para ser filmado foi o "BELÍSSIMA", escrito pelo artista plástico Custódio Jacinto e trata-se de um curta em formato Doc/Drama sobre a vida de Mané Mulher, figura folclórica caicoense.

Para adentrarmos melhor ao universo do cinema, fizemos uma entrevista com este roteirista de cinema e televisão, que atua também em Cuba, na cidade de Havana. Geraldo vê nessas oficinas a oportunidade para a realização de muitos outros trabalhos e a chance de inserir o interior do estado na produção audiovisual de fato.


Como surgiu a idéia de trabalhar o cinema no interior do estado?


- Nós, da Fundação José Augusto, percebemos que as ações do audiovisual estavam muito voltadas para a capital do estado. Nós sabíamos também que já havia uma produção no interior e então resolvemos sistematizar esse conhecimento, agregando teoria e técnica à prática que já acontecia, para tornarmos isso público. Além disso, está sendo implantado no estado o Núcleo de Produção Digital, que foi criado pelo programa Olhar Brasil da Secretaria de Audiovisual do MINC (Ministério da Cultura), que oferece equipamentos de última geração para capitação de som e imagem digital, além de ilhas de edição a todos os realizadores do estado, a título de empréstimo. Porém, para que se possa fazer uso desses equipamentos foram estabelecidos alguns critérios, dentre os quais, que as pessoas estejam capacitadas a utilizá-los. Como a maioria dos profissionais qualificados encontram-se na capital, então resolvemos trazer o "Nós na Tela" para formar mais profissionais no interior do estado para que possam ser contemplados com esse programa também.


Quais foram as suas primeiras impressões acerca deste trabalho?

- Uma das coisas que me entusiasmou foi sentir a vocação das pessoas para o audiovisual e a outra foi a experiência forte com o teatro que a cidade tem. Apesar de serem trabalhos diferentes, possuem um formato parecido, além da vontade das pessoas em trabalharem com isso. Caicó já possui outros trabalhos no cinema, como por exemplo o filme "Boi de Prata", conhecido nacionalmente, tem o diretor Edson Soares, temos as cenas de Moacir Góes do filme "O Homem Que Desafiou O Diabo" que foram gravadas aqui, dentre outros trabalhos. Caicó transpira audiovisual e é uma cidade fotogência por natureza com potencial para desenvolver essa arte.


Você já trabalha há alguns anos como roteirista, inclusive fora do país. Ao seu ver, o que é primordial para que se escreva um bom roteiro?

- SENSIBILIDADE. Espírito instigador. Você deve sentir-se impulsionado a buscar a informação. O bom roteirista põe a câmera no ombro, o gravador na bolsa e sai ao encontro da estória, é necessário que se tenha essa vontade de buscar.


Existem outros projetos nesse sentido a serem aplicados na cidade de Caicó?

- Como falei anteriormente, o Núcleo de Produção Digital objetiva ampliar suas ações ao interior do estado e vê Caicó como um pólo a ser contemplado. O próprio "Nós na Tela" ampliará suas atividades trazendo outras oficinas de maquiagem, direção de arte, interpretação, dentre outras.


Em sua opinião, qual rumo o cinema brasileiro vem tomando atualmente?

- Nós estamos no rumo certíssimo, estamos vivendo um ponto de virada no cinema brasileiro, um novo momento. Dado o fato de que temos um Ministério da Cultura que instituiu uma Secretaria para o audiovisual realmente voltada para o fomento do produto cinematográfico brasileiro. A exemplo disso, temos ações como o DOC TV e o Revelando Brasis, bem como os editais do MINC. Por outro lado, estão sendo criados espaços alternativos de exibição do cinema brasileiro. Dessa forma, temos como corrigir a distorção que havia em relação à exibição. No Brasil, o cinema não sobrevive unicamente das salas, o que torna sem sentido a briga por cota de tela. Até por que as salas de cinema são elitizadas, nem todos os cidadãos têm acesso. Pautado nisso é que o MINC criou esses programas que estimulam a abertura de espaços alternativos de exibição e de estímulo ao movimento cineclubista brasileiro, essas ações além de democratizar o acesso ao cinema nacional, também oportunizam ao realizador brasileiro mostrar seu trabalho.




Quem estiver interessado em criar projetos voltados para o audiovisual e participar das oficinas do Nós na Tela, procure Custódio Jacinto na Casa de Cultura de Caicó, por trás da matriz de Sant'Ana.

sábado, 25 de julho de 2009

Arte & Cultura

por Tahiane
Essas fotos são de um ensaio sobre a casa de cultura de Caicó. Recomendamos que se tiverem uma oportunidade conheçam o lugar, prestigiem os artistas locais!

Foto: Andréia Nobrega

Foto: Tahiane Macêdo


Foto: Andréia Nobrega

Foto: Tahiane Macêdo

Foto: Andréia Nobrega

Foto: Tahiane Macêdo

Foto: Andréia Nobrega

Foto: Tahiane Macêdo

Programação de hoje - Coral Meninas do Encanto, Quarteto Seridó Sax e Sarau Poético de Cordel

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Banda Caicoense em Trilha Sonora de Curta Independente


O Sertão Sangrento estará presente na trilha sonora de um curta-metragem independente sobre lobisomens. Escrito e dirigido por André Bozzetto Junior, escritor gaúcho e colunista de um dos maiores sites dedicados a filmes de horror na internet, o Boca do Inferno, o filme terá a participação também do Peter Baiestof, grande expoente do gore nacional e precursor das produções independentes em video brasileiro.

Teremos uma história filmada no interior do Rio Grande do Sul e totalmente experimental. O filme será produzido através de animações computadorizadas e Graphic Images. Ou seja, filmarão e fotografarão os atores nos cenários e locações e depois trabalharão essas imagens em computador para obter o efeito desejado.

“Particularmente, acho que vai ficar bem legal e fugir um pouco do comum desse tipo de filme independente”, afirma André.

As filmagens já começaram, por isso a banda deverá entrar em estúdio, no máximo, até fim de agosto, onde serão gravadas 10 músicas para o primeiro álbum da banda e mais 3 sons escritos especialmente para o filme, tendo como tema o lobisomem.

Segue abaixo a sinopse do filme e o primeiro teaser trailer.

Lua Perversa
"No início do século XX, José Diogo, um homem nascido e criado em Porto Alegre, decide visitar alguns parentes que vivem em uma região rural isolada no interior do Rio Grande do Sul. Chegando lá, em meio a festividades movidas a churrasco, chimarrão e vinho, ele se encanta com a beleza da jovem Sofia, mas também descobre que aquelas pessoas vivem amedrontadas pelos “causos” de um lobisomem que habita a região. Incrédulo, ele decide investigar e acaba trazendo à tona um terrível segredo que irá banhar de sangue as noites de lua cheia.
Uma história de lobisomem tipicamente brasileira, baseada no folclore gaúcho, mas contada de uma forma diferenciada."

sexta-feira, 10 de julho de 2009

... e agora o Hermes só chora.

por Adonay Dantas
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p.s.: Deve ser a saudade do bar de Mariquinha que está grande.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Imagens e Palavras em Caicó

por Tahiane

Foto: Tahiane Macêdo

''No quadro, todas as horas do dia
penduradas na parede. É o tempo.
Num quarto de tempo, parto.
Vou-me embora com as horas.''

(Ana de Santana)

Foto: Andréia Nobrega

"Quando um que-fazer
de tarde se preparando para chover
ameaça o dia
- nuvens baixas, ar comprimido,
iminência do cinza -
preparo-me para navegar abismos"

(Ana de Santana)

Foto: Tahiane Macêdo

"O tempo
- cortina de céu-
destila lucidez
em gotas
sobre minha esperança
fatigada
O tempo
é onda
onde em mim
tudo
nada"

(Camilo Rosa)

Foto: Andréia Nobrega

"Lágrimas de vidro
florescendo no rosto
cortado pelos vícios
que lapidam a solidão"

(Camilo Rosa)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Êita Caicó...

por Tahiane

Eu nunca, absolutamente nunca, perdi uma Festa de Santana. Como boa caicoense que sou, assim que começam as férias da universidade me mando pra cá. Chegar é sempre uma festa, os amigos, a família, vovó com um pudim de leite já me esperando, Dida com as ultimas novidades da família, mainha, painho, meu irmão cada dia maior... Depois vem as visitas aos bebês das amigas, andar sozinha na Coronel Martiniano, tomar um sorvete e depois uma cerveja lá em Zeca Barrão. A noite ir pra a praça com a galera, conversar e beber (alimentar a alma é preciso!), me entregar aquele nada-pra-fazer gostoso de Caicó...

E a comida... Ah, a comida! Queijo de manteiga, paçoca de carne de sol, feijão verde, arroz de leite, macaxeira cozida com manteiga ou então frita, vovó faz tudo quando os netos chegam...

Caicó parece que engole a gente, quem é daqui ou já morou sabe. Eu particularmente não compartilho a fé dos caicoenses. Não sou de nenhuma religião, não acredito em inferno, em céu, ou em santos. Deus pra mim é um conceito pessoal, e nem cabe nessa palavra. Mas me lembro de quando eu era criança e minha mãe passava com o carro embaixo do arco do triunfo para receber a benção de Sant'Ana, lembro da minha avó rezando, coisa que ela faz desde sempre, e lembro que eu adorava quando minha tia me levava na cetedral, pra mim era o lugar mais bonito do mundo. "Santana é uma santa de sorte", eu pensava.

Só senti falta de uma coisa depois que cheguei: o sol. Cadê o sol, Caicó? Que clima ameno é esse? Porque todo mundo sabe que caicoense tem medo de chuva! Ninguém sai de casa quando chove, só os moleques que correm, já com os lábios roxos de frio, pra debaixo das bicas. Agora é esperar a festa começar, aquela multidão de bocas mastigando, churros na praça, ver as crianças no carrossel, as garrafas de manteiga da terra voando dos estandes na feirinha...

Enfim, já falei demais, ainda tenho um monte de lugares para visitar, e nem fui ao Itans ainda...

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P.S: Nós do Subterrâneo iremos produzir uma série de documentários curtos sobre a cidade que serão disponibilizados aqui no blog mesmo. Nesse meio tempo ficaremos mais inativos, mas nunca parados.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Yes, Nós Temos Punk Horror!

por Tahiane
Sertão Sangrento - formação original

As coisas iam bem na pacata cidade de Caicó, tudo em ordem, como esperam que seja na terra de Sant'Ana. As coisas estavam no lugar certo, a cidade respirava moralismo, as meninas iam tranquilas para a escola, o rock continuava à margem e, até este momento, ninguém, nem mesmo os roqueiros mais "doidões", fazia músicas sobre demônios, estupro, morte, pedofilia, serial killers e qualquer outro assunto considerado "extremamente repugnante". Até esse momento a velha história de que "rock é coisa do cão" era apenas um boato preconceituoso da parcela mais tradicionalista da cidade. Mas no fim de 2004 as coisas mudariam na pacata Caicó. No final desse fatídico ano surgiu o Sertão Sangrento.

Formada inicialmente por Ely (guitarra), Death (baixo), Markim (bateria) e nos vocais WART (sim, um dos membros deste Blog), o Sertão obedecia uma equação simples: punk rock cru, uma pitada de hardcore e muito, mas muito, sangue - e cerveja, é claro. Influenciados principalmente por Ramones, Misfits e Zumbis do Espaço e, aliada a isso, a mente doentia do vocalista e letrista WART, o Sertão logo ganhou as graças do público de Caicó e rapidamente se tornou uma banda bastante cotada para os "rolés" locais.

Ainda em 2006 foi disponibilizado o primeiro material da banda, o "CD virtual" Sangria em Patos, gravado ao vivo em Patos na Paraíba. Um ano depois, a banda abortou "Demo", trabalhando somente com músicas próprias. Em 2008 saiu "Sujo e Repugnante", originalmente gravado em uma fita K-7 em 2005 e, em 2009, o Sertão Sangrento lançou um álbum homônimo gravado no Santana Rock Fest, que foi a penúltima e uma das mais embreagadas performaces do vocalista WART. A banda ficou um tempo sem vocalista e quem assumiu os vocais nesse período foi o guitarrista Ely.

O Sertão Sangrento sobreviveu à saída de seu frontman, provando que não é apenas mais uma banda de garagem que vai morrer precocemente. Não. O Sertão Sangrento não acabou, e pelo visto não vai acabar tão cedo, pois quem assume os vocais do SS é mais um grande fã de punk horror, não podendo ser diferente, já que a banda já tem um bom tempo de estrada e não poderia deixar os fãns na mão. A nova formação conta com Popeye (Sim, sim, amigo leitor, mais um dos autores do Blog Subterrâneo), "el hombre lobo", o lobisomen, ou apenas Cleydson, se você preferir. Como todos podem ver, o SS continua entre amigos, e vai continuar seguindo a mesma linha "sangue, suor e tripas" de sempre. O microfone está em boas mãos. A maldição continua.

Popeye me concedeu uma pequena entrevista por MSN falando dessa novidade:

Tahiane diz:
Como surgiu a idéia de você assumir os vocais do SS?
- Popeye - diz:
Como tudo em minha vida, em uma birita. Troquei umas idéias com Markim, o batera, e rolou o convite.
Tahiane diz:
Rolou teste?
- Popeye - diz:
Eu já toquei com os caras em outros rolés... mais rolou um ensaio pra ver como que poderia ficar a coisa, pode se chamar de teste sim, hehehe. Deu certo.
Tahiane diz:
Muito animado com a nova empreitada? XD
- Popeye - diz:
Eu tô sim. Sempre curti punk horror e sou mega fã dos Misfits. Os caras são tudo gente boa e eu tava afim de me apegar a um projeto desses.
Tahiane diz:
Você organiza eventos de rock em Caicó há alguns anos e em vários deles o SS tocou. Fale da resposta do público à banda.
- Popeye - diz:
Vichi... sempre foi muito boa. O Sertão já é uma banda de nome em Caicó, das antigas. As músicas são fudidas e tem muita gente aqui esperando a demo deles... deles não, nossa, hehehe
Tahiane diz:
Você tem idéia de quando será o primeiro show dessa nova formação? Já que é você quem organiza os rolés provavelmente vai querer uma estreia logo... está ansioso?
- Popeye - diz:
Não tenho idéia ainda. O Death me disse hoje que poderia ser em julho, possivelmente em Natal. Mas tô vendo se rola uma festa antes pra ver como que vai ficar a coisa. Mas eu tê ansioso sim... acho que vai ser bem legal esse trampo.
Tahiane diz:
Valeu Popeye, boa sorte.
- Popeye - diz:
Valeu e vamo tomar umas!

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Eu desejo toda a sorte do mundo, não só porque os caras são meus brothers, mas porque eu curto de verdade o som do Sertão.

Baixe aqui a última gravação divulgada pela banda, ainda com a formação original: Sertão Sangrento - 2009

arte de divulgação da gravação
"Sertão Sangrento" de 2009


01. Vele Meus Ossos
02. Te Retalho e te Torturo por Prazer
03. Minha Querida, Estou querendo te Matar
04. Contos Reais
05. Prostitutas S.A.
06. Eu Sou um Estripador
07. Contatos Fantasmagóricos de 666°
08. The KKK Took My Baby Away (cover Ramones)
09. Comecei a Matar
10. Vida Solitária
11. Gosto de Matar
12. O Deus da Destruição
13. Satanás te Cuida
14. Verme (cover Garotos Podres)
15. Nos Braços da Vampira (cover Zumbis do Espaço)
16. Animal

Vídeo da apresentação em Natal, em junho de 2008:

sábado, 9 de maio de 2009

Obrigado, Sr. Rock!

por WART
João vive numa cidade onde todas as pessoas usam roupas azuis. Todos são felizes e contentes nas suas "azulidades" até que um dia João sem querer deixa derramar em sua bela e novíssima camisa pólo um copo de suco de caju, devidamente amarelado por natureza. A camisa fica verde naquele lugar por causa da nódoa. João, curioso que só ele, decide fazer quatro litros de suco e neles mergulha sua camisa. "Por Deus! Ela está toda verde!". João, então, sai pela cidade em pleno sábado depois da missa, todo desconfiado, mostrando sua camisa diferente. A população entra em choque: "Como pode?", "Quem ele pensa que é pra querer aparecer mais que os outros?", "Esse sujeitinho aí nunca me enganou!". Sim, tudo porque João fez algo de diferente. Provavelmente ele será queimado numa fogueira.

"Quanta bobagem!" "Que história mais idiota!" "Perdi meu tempo lendo isso!". Bom, então pare, creio que simples letras como essas não são capazes de mudar seu ponto de vista. Continuarei independentemente disso com meus devaneios:

Este pequeno pedaço de porcaria com o qual iniciei a postagem tão somente serve para exemplificar de modo esdrúxulo como funciona a cabeça de todo e qualquer ser humano, seja ele qual for, em pelo menos um dos vários tabus estabelecidos pela vida em comuna. Falarei especificamente de um, pois, relacionado à nossa querida cidade Caicó (servindo também para qualquer cidade pequena interiorana) - o preconceito musical. Pra quem ainda não percebeu, este blog tangencia para o rock, portanto, falo em nome desta minoria. "Nordeste, cidade de interior, rock? Tu é doido é?" - não, apenas escolhi. Sigamos.

É de conhecimento superlativo que o forró domina nestas áreas, seguido por axé, pagode, samba, afoxé, ilê-aiê, kuduro, bate-lata, latido de cachorro, zuada de porca parindo e, lá na rabeira, rock. O rock aqui simplesmente não tem vez. Nem se balance pra reclamar, o rock aqui é esse povo que "veste camisa preta", que "escuta música do cão", que "é tudo doido", pronto, esse povinho mesmo. Não tem jeito, é do rock, tá lascado. Perceberam o drama? Pronto, é desse jeito. O povo não se mistura se o assunto "rock" está em jogo.

Agora vem a bomba: o pessoal do rock, da mesma forma, age agressivamente quando se fala em forró, ou axé, ou porcas parindo. Para eles (nós?) é tudo "uma ruma" do que o gato enterra.

"Ôxe! Tu tá de que lado, mané?" Tou do lado da razão, digo-vos. Esta rivalidade é uma babaquice da mais extrema demência que possa vir a existir. O rock é rival do forró? A polca é rival da valsa? A lambada é rival dos seresteiros? Os caras que tocam repente toda quarta-feira lá na rodoviária são rivais da música eletrônica? Não!

Desde quando o caráter de uma pessoa se determina pela comida que ela come? Ou pela sandália que ela veste? Ou pelo sotaque que ela fala? Ou pela pior das porcarias anômalas que venha a passar por sua cabeça (desde que devidamente não exteriorizadas ^^)? Ora, somos nós, seres humanos, aquilo que fazemos de bem ou de mal, pelo que contribuímos ou maculamos, não pelo que preferimos ou escolhemos para nós de caráter íntimo. Desde quando, na história da humanidade, uma simples escolha de posicionamento de gênero musical fez tanta diferença? Por que tanto preconceito? É necessária essa aversão? E por favor, não se faça de ignorante aquele que não é "do rock" ao dizer que nunca viu esse tipo de atitude negativa. O pior cego é aquele que é burro, pois todo cego quer ver... (piadinha desgraçada, não?)

As pessoas olham feio sim! Pensam de forma pejorativa sim! Evitam se relacionar sem nem ao menos dar uma chance SIM! Isto, queridos leitores que aqui ainda continuam, não faz o menor sentido, ainda mais por ser com relação à uma coisa tão simples quanto música. Neste mundo onde se mata por migalhas (quem dirá por poços de petróleo), a culpa é toda nossa por criar segregações e classes. Cabe a nós primeiramente a mudança individual, para posteriormente pensarmos em algo maior, sem deixar-nos contaminar por picuinhas.

Enfim, já cansei de digitar (mas não se enganem, não cansei de pensar, nem irei). Desculpem "minhas" incoerências, mas no "meu" mundo existente apenas em "minha" cabeça e que só "eu" entendo, esse texto faz sentido. Nesse mundo a tolerância também se faz uma palavra literal. As aspas ficam à critério de cada um.

sábado, 2 de maio de 2009

Por Favor, Folião, não me Atropele

por WART
Eu sou estranho, fato. Não participo dessas manifestações populares, não gosto de lugares movimentados, procuro sempre estar em locais com poucas pessoas - e de preferêrencia eu conhecendo a maioria. Por que isso logo no início? Para lhe dar a opção de continuar lendo ou não.

Caicó Fest: grande evento de massa em seu quarto ano, carnaval fora de época que se prolonga por três dias e que está a cada ano maior e mais famoso, atrai turistas e traz rendas para nossa cidade, não importando a distribuição.
Gustavo: esse que vos escreve, tendo WART como alcunha no mundo virtual, 24 anos, apesar de ter concluído o ensino superior, ainda estudante, conhecedor das noites caicoenses há quase dez anos.

O que teria eu a reclamar? Pois bem: como dito, há quase uma década moro aqui, Caicó - morei dezesseis anos em João Pessoa, a título de informação. Aqui cheguei e me adequei à cultura, aderi aos costumes, ao modo de se comportar, ao modo de falar, ao modo seridoense de levar a vida. Sim, me sinto um caicoense e respeito as tradições locais - ao menos as dos antigos. O que me faz ficar chateado é o que agora exponho: há tantos anos moro aqui, sempre seguindo regras, sempre tratando bem as pessoas e nunca extrapolando meus direitos e, numa época como essa que agora cito como exemplo, as coisas fogem do controle.

Moro próximo à UFRN, ponto de partida do Caicó Fest. Ora, sexta-feira, o primeiro dia do evento, 10 horas da manhã, já existem carros fazendo duelos de som, cada um que queira mostrar quem tem o som mais poderoso - contrastando certamente em potencial com sua própria pessoa. Pra que isso? Em meio a toda aquela barulheira, duvido eu que alguém possa conversar de forma inteligível, apenas se bebe e se balança a cabeça - tudo bem, talvez seja um modo particular de comunicação. Mas está tudo em paz, releva-se, afinal, são apenas três dias de folia, não posso eu querer estragar a brincadeira dos meninos. O dia segue em meio à barulheira, sem crise.

Chega a noite. Eu, com minha mente já em Plutão, resolvo sair pra beber umas cervejas pra descontrair. A noite é muito boa, bebo com meus amigos, esqueço do dia infernal, as horas passam e chega o momento de voltar para casa. Incidentalmente, esse momento coincide com o fim do festejo...

Três vezes. Três foi o número de vezes que eu ia sendo atropelado ao voltar para casa. Três. Creio que do ponto do qual saí até a minha residência não seja dois quilômetros. Voltei a pé, como tenho o costume de fazer há quase dez anos. Nesse intervalo de tempo, cerca de 15 minutos, quase fui atropelado três vezes. Tenho direito de reclamar? Tenho sim! Prezo, pois, pelos bons costumes da minha cidade, respeito a todos que aqui residem, nunca interferi no direito do próximo e por quê, por que vos pergunto, teriam essas pessoas - possivelmente embriagadas - o direito de estragar minha noite, ou ainda mais, minha vida?

Não, não estou criticando diretamente o Caicó Fest, nem estou me direcionando de forma restrita a qualquer grupo de pessoas, sendo esses turistas ou não, estou tão somente falando sobre direito. A que ponto pode chegar o interesse coletivo em detrimento do interesse individual? E não somente isso, pois falo por mim, mas muitas outras pessoas correm o mesmo risco que corri, falo sobre a segurança dos vários cidadãos que ficam à mercê da sorte daqueles que exageram.

Uma coisa é certa: jamais chego à casa de ninguém, sendo convidado ou não, para fazer bagunça. O respeito e a educação são valores totalmente subjugados na sociedade atual. Lamentável. Enquanto milhares se divertem, a sorte que cuide dos menos favorecidos. É normal viver nessa situação de risco?

"Ah, mas é carnaval, é festa, não seja chato! Tá toda a galera curtindo...". Jovem, em verdade te digo: a diversão coletiva jamais poderá se sobrepor, nem ao menos por em risco, à vida humana, ou animal, que seja. A história está aí para nos ensinar, vide - de forma simples, crua e direta - o coliseu.

Caso você tenha achado esse texto enfadonho, moroso, cadente de lógica, uma chatisse sem fim, resumirei: eu, Gustavo, andarilho das noites caicoenses, que não troco uma boa noite de cervejas e conversas fiadas com meus amigos por nada, apenas e tão somente peço: por favor, folião, não me atropele.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Caicó Arcaico

por Fernando:

Moro em Caicó há 21 anos. Foi aqui onde nasci, passei minha infância, adolescência e de quebra, também foi aqui que passei a encarar o Sol como uma ameça.

Inicialmente a idéia de passar o resto de minha vida em Caicó não me assustava; lá estava eu, sempre otimizando minha visão em relação à esta cidade, achando que todos os pontos negativos ocorriam em prol de algo maior, algo que viria, se fixaria e mudaria a maneira como as coisas são levadas aqui. Com o passar dos anos essa idéia foi se esvaindo de minha mente, murchando, até se tornar mais uma lembrança relapsa, que se converteu em frustração.

Pensem comigo: quais foram as mudanças mais visíveis que houveram em Caicó nos últimos 15 anos? Bem, meus jovens aprendizes, só consigo listar duas: a proliferação dos mototaxistas e a criação de um conjunto "musical" chamado Sakulejo*.

"Ok. Mas e o Centro Cultural e a Ilha de Santana?" Sim, são mudanças, porém, de mal uso por parte do poder público. Para que serve um teatro que em vez de promover a cultura de nosso povo através de peças, recitais, etc., só se limita a apresentar uma variedade de convenções políticas, com o propósito de discutir "quem fez mais o que" e "quem fez menos o que"?. Para que serve um espaço como a Ilha de Santana que só abre as portas para os turistas? - nada contra os mesmos -, e muitos desses nem respeitam a cidade, chegando inclusive a cagar em frente à casa das pessoas (cagaram em frente à minha).

Onde está a hospitalidade caicoense, senão no triste fato de nos deixarmos ser, lamentavelmente, subjulgados pela idéia de que tudo o que vem de fora é melhor e mais interessante; portanto, se um "playboy" de Campina Grande vem pro Carnaval e caga em frente à sua residência , você vai ter que limpar, porque você é caicoense e nossa maior qualidade é a hospitalidade. BULLSHIT!

A forma como as coisas estão sendo levadas em Caicó Cidade de Fé e Alegria já é de desagrado de boa parcela de seus habitantes, vide a famigerada** Festa de Santana, que deixou "a long time ago" de ser uma manifestação da genuína fé do povo seridoense e se tornou um meio mercantilista, um lobby político, um coreto para para inauguração de obras inacabadas, uma festa para transar mais, para ouvir a banda Os Cafetões do Forró*** cantar que Deus desenhou num sei quem, quando tava se beijando com fulana - uma puta ironia se tratando de uma festa religiosa.

Não tenho nada contra qualquer tipo de manifestação, seja ela religiosa, política, sexual, animal, vegetal ou mineral. Só me incomodo com o fato de que tudo é cinicamente maquiado neste município. Por que não admitir as contradições e aceitar que esses eventos não são mais feitos para os caicoenses? Por que a nossa Secretaria de Saúde não distribui camisinhas na Festa de Santana como de praxe faz no Carnaval? Macacos me mordam se em ambas as pessoas não transam mais que coelhos-coala jupterianos (?!).

Eu sei que essas festas movimentam a economia, as pessoas se divertem, riem umas das outras; eu acho legal a muvuca, mas não gosto quando começa a virar circo na boca de político ou de gente que se aproveita da privilegiada posição de turista para fazer cagada, literalmente.

Enfim, espero que um dia mude, eu gosto da minha cidade, tem caras engraçados aqui, a melhor carne de sol da América, os barracos do açougue, as garotas mais bonitas, e tem este que vos escreve, o cara mais bonito da região. Brincadeira, hehehehehe.

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* Essa banda ainda faz muito sucesso por aqui, recentemente seu vocalista foi eleito Rei Do Carnaval caicoense.

** Ao contrário do que parece, a palavra "famigerada" não tem uma conotação perjorativa.

*** "Os Cafetões do Forró" é uma banda fictícia, criada com o fim de ilustrar uma determinada passagem deste artigo. Se caso algum produtor musical se interessar por este nome, peço que reserve os devidos créditos à minha pessoa.

BÔJU

Disponibilizando pra galera uma pérola do rock caicoense: diretamente do muralhas bar, em um som das antigas, acredito eu que no 2° Tributo a Joey Ramone, gravado ao vivo, como deve ser, uma das bandas mais desgraceiras que Caicó já abortou, o Bôju (assim mesmo, com erro ortográfico e tudo mais). Se não me falha a memória esse evento foi em 2002, corrijam-me se estiver errado.

Tendo Rafell (meu irmão, pra quem não sabe) no vocal, Nino no baixo, Gil na guitarra e um ser gigantesco na bateria, o quarteto estava formado. Com influências que vão desde New York Against The Belzebu, passando por Agathocles, até RDP, os caras faziam um som galgado no Crust/grind core e foi umas das primeiras bandas da cidade a tocar sons agressivos assim. Produziram pérolas como “Realidade”, “Cagando pela boca” e “Fumei Minha Mãe”.

Recomendo ao pessoal mais novo que baixe imediatamente.

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