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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Mais insalubre que o matadouro é a política..."

desenho por: Adonay Dantas


Hoje eu me peguei discutindo um assunto que geralmente não discuto: política. Ao meu ver, nós brasileiros que temos uma gota que seja de discernimento já estamos mais do que fartos de falar e reclamar do quão somos maltratados pelas "peripécias" que diariamente aprontam esses seres humanos aos quais damos a liberdade de nos representar e administrar nossas riquezas.

Então, por que falar sobre política? Já que assuntos enfadonhos como esse me cansam e são passíveis de estragar 30 minutos que sejam da minha vida... Entretanto, diante dos últimos escândalos políticos que vêm ocorrendo em Caicó em relação ao descaso com as obras públicas e a não preservação da integridade moral dos cidadãos caicoenses, eu me permiti adoecer e até sentir náuseas.

Enquanto zilhares de reais são descaradamente roubados anualmente da sociedade civil brasileira, eles estão lá usufruindo e gozando de tudo ao que nós todos temos direito. Eu fico pensando: que estímulo terei eu, pedagoga formada, para continuar a estudar? Que estímulo terei para trabalhar, sabendo que a merreca que eu ganho é o valor da entrada do almoço de um desses ladrões?

Hoje eu estava na prefeitura de Caicó pela manhã. Sim, eu estava trabalhando. Ao meu lado, um senhor cuja a memória me fez dar um "shift+del" caprichado no nome, virou-se para mim e falou: "Já estou com saudades da governadora, a bichinha vai ter que entregar o cargo ao vice para se candidatar de novo e vai passar 3 meses sem governar..." Eu não preciso terminar esse texto.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Alfinetadas

Câmara Municipal de Caicó nos dias atuais,
por Adonay Dantas

Adonay é um jovem desenhista caicoense que apresenta sua arte em forma de críticas políticas e sociais. Também retrata fielmente os detalhes da beleza feminina em suas obras. Na festa de Sant'ana Adonay promete realizar mais uma exposição, desta vez na calçada da sua própria casa, onde contaremos com o famoso desenho futurista da "Caicorama".

A intenção da exposição é demonstrar que: se o artista não tem um espaço adequado na sua cidade onde possa mostrar seu trabalho e expor suas idéias, ele mesmo que se arranje e se jogue no improviso, não será a falta de oportunidade que irá barrar um trabalho tão rico.

=)

Os desenhos de Adonay Dantas serão publicados periódicamente aqui no Subterrâneo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CQC e a Censura na TV

por Icaro
Por Nerds Somos Nozes (via Amalgama)

Unindo jornalismo e humor como ninguém jamais conseguiu, o CQC é um sucesso absoluto, até para quem antes não gostava de política e responsabilidade social. Mesmo os jovens, vários deles conhecidos amantes e telespectadores de BBBs e Fazendas, colocam o programa na sua pauta de conversas. O CQC também está ajudando a sepultar um programa humorístico que seguia uma linha completamente diferente: o Pânico na TV!

E com o sucesso, e o estilo ácido, o programa já está atravessando problemas, mesmo com pouco mais de um ano no ar. Já é bem conhecido o caso da proibição da entrada deles no Congresso, a Casa do “Povo”. Mas, a coisa está atingindo níveis tão altos que começa a preocupar a Band, que distribui semanais orientações para os apresentadores do programa. São coisas como pegar mais leve nas brincadeiras (Danilo Gentili e Rafinha Bastos estão quase mudos), e diminuir o tom com políticos. Recentemente uma entrevista com Dunga foi impedida de ser levada ao ar, devido a irritação do treinador da seleção brasileira com as perguntas de Danilo Gentili com relação ao novo patrocinador da seleção, a Gillette.

A outra medida (perpetrada há duas semanas) é o programa deixar de ser ao vivo, o que deixa a direção da emissora livre para cortar o programa ao seu bel prazer, evitando os trechos mais pesados. Como é de praxe na grande imprensa brasileira, a liberdade de expressão desceu pelo ralo, e dessa vez tirou dos comediantes o direito legítimo de tecerem suas opiniões sobre os causos da política brasileira. Por que os políticos não jogam de forma mais limpa e usando o debate? Mas, como vimos pelo nível dos políticos que se põe a falar (e a mandar se danar os eleitores) argumentos não são o forte deles, e preferem exercer pressões econômicas nos órgãos de comunicação. O que invariavelmente funciona também.

A Band ainda não se pronunciou sobre a questão, e alega motivos técnicos para essa mudança, e não estipula prazo para a volta dele ao formato ao vivo.

Isto é o Brasil, isso é o mundo. É por isso que acredito na internet…

sábado, 6 de junho de 2009

Até tu, Obama?

por Tahiane

Enquanto todo o mundo comemorava a posse de Obama e (automaticamente?!) o fim da era Bush, haviam algumas pessoas que ainda estavam com um pé atrás, isso naquela época. Alguns meses depois eu lhe pergunto, caro leitor: o que mudou? "Muita coisa", me responderia sem pensar. "É uma vitória ideológica e social", gritam os mais entusiasmados. Pois bem, boa sorte.

Não ficou sabendo das torturas? Não? Dizem por aí que Mr. Barack Hussein Obama tentou censurar, a pedido do exército, umas fotos que mostram prisioneiros sendo torturados no Iraque. No mesmo dia a internet furou a censura, um site Australiano divulgou as fotos, que foram imediatamente publicadas por um certo site inglês...

Olha só... Eu não sei qual é a desculpa, não quero saber. Não tem argumento. Se não foi você quem sujou porque esconder a sujeira? Se Obama quer limpar a imagem de seu país ele precisa parar de fazer o que Bush fez, parar de esconder a sujeira em baixo do tapete. Eu poderia escrever um texto grande e bonito falando do assunto, mas não é necessário.

Veja as imagens...

domingo, 31 de maio de 2009

Duas Tragédias, Dois "Brasis"

por Icaro
Acompanhando os telejornais esses últimos dias e vendo aquela tragédia em Cocal, no Piauí (além de todo o resto do nosso amado Nordeste, é claro), fiquei me perguntando se o resto do país estava nos ajudando. Hoje fui procurar no Deus Google dados sobre essas chuvas - mortes, desabrigados, cidades afetadas, etc - e encontrei um ótimo texto do jornalista Rodrigo Brancatelli, do Estadão.

Segue o ctrl+c / ctrl+v.

Em negrito, a tragédia em números.



Por Rodrigo Brancatelli

Depois que participei no ano passado da cobertura do Estadão das enchentes em Santa Catarina, onde fiquei duas semanas e meia, muitos me perguntaram se a comoção seria a mesma se a tragédia ocorresse no Nordeste. A resposta poderia resvalar num puro preconceito, é verdade, mas as chuvas que há quase dois meses castigam a parte de cima do País trouxe o assunto de volta à tona.

Comparando números da tragédia que ocorreu em novembro do ano passado em Santa Catarina com a que acontece atualmente em nove Estados do Nordeste, parecem dois países diferentes. Santa Catarina teve 63 cidades afetadas, 137 mortes, 51 mil desalojados e 27 mil desabrigados. No total, a estrutura de suporte para lidar com as enchentes contou com 24 helicópteros e 4 aeronaves da Força Aérea. Doações da sociedade totalizaram R$ 34 milhões e o governo federal e o Congresso Nacional prometeram a liberação de R$ 360 milhões.

Apesar de um número menor de mortos até o momento, 45, o Nordeste tem 299 cidades afetadas, 200 mil desalojados e 114 mil desabrigados. Mesmo assim, com um número 4 vezes maior de pessoas que precisam urgentemente de ajuda, só 3 helicópteros e 3 aeronaves atuam na região. E as doações não alcançam R$ 4 milhões. Até o momento, quase dois meses após o início das tempestades, o governo federal não destinou uma “nova” verba aos Estados nordestinos – as cidades atingidas ainda esperam um repasse de R$ 23 milhões desde as enchentes do ano passado, referente a empenhos do Orçamento de 2007, e o Ministério da Integração Nacional promete assinar hoje uma outra Medida Provisória.

Um exemplo claro da discrepância – ontem, parte dos donativos destinados a vítimas das chuvas em Teresina foi para o lixo. Isso porque o material doado, principalmente por particulares, estava sem condições de uso. “Recebemos colchões velhos que não têm mais serventia, por exemplo. Se alguém deitar num colchão daqueles vai pegar uma doença respiratória", explicou a secretária de Comunicação de Teresina, Cristiane Ventura.

Para especialistas, isso é resultado do nosso próprio imaginário – o Nordeste está acostumado com tragédias parecidas, então isso já não chamaria mais a atenção. No sul, pelo número maior de mortos em um período menor de tempo, o choque é maior.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Documentário "Garapa" mostra fome no Brasil

por Icaro
Por Luara Oliveira, do Cineweb

Qualquer prato de comida, por mais light que seja, parecerá indigesto após a sessão do documentário "Garapa", de José Padilha, que estreia sexta-feira. À mesa, não se senta a família do comercial de margarina, mas representantes de 11,5 milhões de pessoas que vivem em situação de insegurança alimentar no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).

Em preto e branco, o filme de Padilha ("Ônibus 174" e "Tropa de Elite") registra o cotidiano vazio de três famílias do Ceará, que aplacam a fome de seus filhos com a garapa do título, composto de água e açúcar servido às crianças para substituir o leite praticamente inexistente.



Sem trilha sonora, com câmera na mão e lentes fixas, "Garapa" quer que o espectador olhe de perto as estatísticas já conhecidas, durante longos e angustiantes 110 minutos. É parte desse jogo, então, a transmissão de informações sobre mortalidade infantil e a apresentação de imagens recorrentes de crianças cobertas por moscas.

Padilha começa o filme como fez Nelson Pereira dos Santos em "Vidas Secas" (1963). Só que, aqui, os passos decididos do protagonista Fabiano e sua gente são substituídos pelo caminhar automático de mães, que peregrinam até o povoado mais próximo em busca de comida.

A cena documental ganha moldes de ficção graças a montagem de Felipe Lacerda ("Ônibus 174", "Entreatos" e "Se Eu Fosse Você") que, paralelamente, contrapõe a caminhada das mulheres à espera das crianças em casa.

O longa foi filmado em 2005, mas só agora chega aos cinemas. A produção foi interrompida depois que o diretor recebeu o convite para realizar "Tropa de Elite" (2007), vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. Mas o tempo ajudou Padilha que adquiriu agora maior visibilidade para levantar a bandeira contra a fome no Brasil e no mundo.

"Garapa" também tem sido visto como arma para pleitear a aprovação de um Projeto de Emenda Constitucional para transformar a alimentação em direito garantido pela Constituição.

Pela boca de personagens subnutridos, projetos como o Bolsa Família e o Fome Zero, são legitimados embora considerados insuficientes. A solução, no entanto, parece distante já que essas pessoas estão longe de se inserirem no contexto econômico de mercado, uma vez que não consomem nem o básico.


Em "Garapa", o ser humano não tem autoestima, não tem sonhos e aceita, resignado, sua condição frente à vida e debita a conta à vontade de Deus. A questão é que Padilha aponta a câmera não para indivíduos mas para um grupo de desvalidos, coeso e uniforme, que desperta a mesma compaixão que um animal maltratado.

Por mais que se tente, não se consegue enxergar as pessoas, e o material humano é mero objeto quando o que importa mesmo é o tema. Mas é mérito do filme nos fazer corar de vergonha diante do desperdício e da banalização do consumo de alimentos nos restaurantes da vida.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Em Busca da Bomba Própria!


Pronto! A Coréia do Norte finalmente mostrou que realmente possui armas de destruição em massa. O ditador norte-coreano, Kim Jong-il, disse que teve sucesso em novo teste nuclear e deixa os países, que também possuem bombas atômicas, em pânico. A ONU e os países proprietários das poderosas armas, liderados pelos Estados Unidos, já estudam uma punição "exemplar" à Coréia.

É engraçado quando você começa a se informar sobre o assunto, entre várias novidades e descobertas você começa a pensar: Poxa, será que o Dr. Enéas Carneiro estava certo? Será que ele não era mesmo louco quando propôs a fabricação de nossa própria bomba atômica? Os Estados Unidos, junto com Israel, França, Reino Unido, Russia, Paquistão, Índia e China possuem um monte de bombas nucleares, mas a maioria dos países não pode ter as suas próprias para, no mínimo, se proteger dos que já a possuem. Interessante, não? Eles têm a bomba, exigem o desarmamento dos demais, mas não se desarmam, por que será?


A lavagem cerebral é tamanha que a maioria dos brasileiros pensam mesmo que os Americanos são "anjos salvadores da humanidade", sendo, somente eles, capazes de nos conduzir pelos tortuosos caminhos rumo ao tão sonhado “1° mundo”.

Mais deixando de lado o demônio... ops! quero dizer, os EUA, infelizmente este incidente Coreano acabará, na minha opinião, iniciando uma corrida armamentista entre os países mais próximos do mesmo, e a logo prazo os demais países do mundo também almejarão alcançar “o grande sonho da bomba própria”.

Pergunto-me por que estes países não gastam esta grana toda em seu próprio desenvolvimento, ou ajudam os menos favorecidos, em vez de esbanjarem tamanha riqueza direcionada a um único fim: a destruição de vidas.

Inicia-se uma reação em cadeia: os países estão se armando e o mundo caminha, se nada for feito, para um futuro não muito glorioso... querem saber que futuro é esse? Darei uma pista: BUUUMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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p.s.: Escrevi este texto ouvindo Silence If Deafening do Napalm Death. A letra e o estilo da banda tem tudo a ver com o conteúdo desta postagem, por isso deixo aqui o clipe da música para uma boa reflexão dos leitores:

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pimenta no C* dos Outros É Refresco!


Ao som de “Velhus Decréptus” – Ratos de Porão.

Vocês sabiam que a Ditadura Militar no Brasil na verdade foi uma “Ditabranda”? Pelo menos foi isso o que a Folha de São Paulo afirmou em um Editorial seu, do dia 17 de Fevereiro deste ano, quando disse que, se comparada com outras ditaduras da América Latina, a nossa não era tão ruim assim.

Nem todos sabem que a Folha foi o jornal do Brasil que mais apoiou e disseminou as idéias vindas da DITADURA MILITAR, podendo vender seus "lindos jornaizinhos" em paz, sem ter em seu calcanhar os coronéis enfurecidos e sedentos de sangue do exército.

Eu pretendia escrever um texto enorme sobre o assunto, visto que na época não tive a oportunidade e o blog ainda não estava no ar, mais achei duas respostas de leitores do próprio Jornal que, inclusive, foram publicadas pelo mesmo, e vi que só isso era o bastante.

Segue os indignados:

"Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de "ditabranda"? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar "importâncias" e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi "doce" se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala - que horror!" MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES, professora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP).

"O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana." FÁBIO KONDER COMPARATO, professor universitário aposentado e advogado (São Paulo, SP).

Adorei estas respostas!

O que eu acho mesmo é que A Folha de São Paulo está querendo minimizar os horríveis acontecimentos, do qual ela mesma tomou parte, deste período que eu, graças a Jah, não vivenciei, mas que meus pais e avós sim. Querem tirar a culpa do cartório e saírem como mocinhos.

Nós, como brasileiros, não podemos jamais deixar que fatos vergonhosos como estes sejam apagados de nossa memória/história. É preciso lembrar do passado para que os mesmos erros não se repitam no futuro.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Para o Povo o que É do Povo

por Icaro
Essa notícia já tem quase um ano, mas só fiquei sabendo agora, graças a um e-mail que acabo de receber.

Se fosse notícia ruim, tinha recebido segundos depois de acontecer.

Segue abaixo o ctrl+c, ctrl+v:



Agência FAPESP – O Memória Roda Viva, um novo canal de pesquisa na internet, foi lançado nesta segunda-feira (16/6). O projeto tem como objeto o acervo do programa Roda Viva, da TV Cultura, e é voltado para estudantes, pesquisadores e o público em geral.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Fundação Padre Anchieta e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp). O projeto tem apoio da FAPESP por meio da modalidade de Auxílio a Pesquisa.

Inicialmente, o site reúne o texto integral de mais de 200 entrevistas com personalidades de diversas áreas, entre os quais Ayrton Senna, Dom Paulo Evaristo Arns, Drauzio Varella, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Henrique Cardoso, Fidel Castro, Gianfrancesco Guarnieri, Grande Otelo, Luís Carlos Prestes, Nelson Piquet, Oscar Niemeyer, Patch Adams, Paulo Autran, Pedro Almodóvar, Plínio Marcos e Telê Santana.

"O site disponibiliza o conteúdo do Roda Viva em um fantástico instrumento de pesquisa, que permite o acesso e a consulta à história do programa por qualquer pessoa que tenha acesso à internet", disse Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta.

O objetivo do site é oferecer o texto completo das mais de 1,2 mil entrevistas feitas em 21 anos de existência do programa. Aos textos são acrescidos vídeos com cerca de dois minutos que destacam parte da entrevista concedida ao programa e verbetes, ou seja, referências explicativas de termos, nomes e citações feitas pelos entrevistados.

Um sistema de navegação simples permite que se encontre rapidamente uma determinada entrevista. Além disso, um mecanismo de busca por palavras-chave e a divisão por cinco grandes temas (Ciência, Cultura, Economia, Esportes e Política) facilita pesquisas mais específicas.

"A publicação das transcrições das entrevistas cria um registro importante na história recente, assegura sua preservação definitiva, possibilita acesso livre a todo o conteúdo e reconstrói o processo de formação da agenda pública brasileira nas duas últimas décadas, quando se deu a discussão das questões mais relevantes de nossa atualidade, bem como a sua continuidade futura", disse Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior e coordenador do Labjor.

Memória Roda Viva: www.rodaviva.fapesp.br


Portanto, aproveitem.

Outro site no mesmo 'esquema' é o Domínio Público. Criado em 2004, o site foi desenvolvido (em software livre) pelo Governo Federal e quase saiu do ar em 2007 por baixa taxa de pageviews (pouco acesso). Inicialmente com "apenas" 500 obras, hoje essa biblioteca virtual gratuita passa das 2000 (na forma de textos, sons, imagens e vídeos).

Aproveitem, usufruam ao máximo. Não é todo dia que o dinheiro público é usado de forma tão correta, ainda mais na área da educação.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nazismo em Alta no Cinema

por Icaro
É impressionante como o mundo dá voltas e mais voltas, o tempo passa mas alguns assuntos sempre voltam (isso sem falar em moda e música, por exemplo). A Segunda Guerra e os nazistas estão com tudo no cinema esse ano. E acompanhando o hype, vou falar de dois filmes que estou ansioso pra ver.

Bastardos Inglórios


O primeiro é o novo de Quentin Tarantino, "Bastardos Inglórios" (título definitivo), estrelado por Brad Pitt, e que acaba de ganhar seu primeiro trailer oficial - que você confere abaixo legendado em português.



Para quem acaba de chegar de Plutão e ainda não ouviu falar do filme (que estréia por aqui em 23 de outubro), segue a sinopse:

Durante a Segunda Guerra Mundial, na França ocupada pelo exército alemão, a jovem Shosanna Dreyfus (Diane Kruger) testemunha a execução de toda a sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa. A moça escapa e viaja para Paris, com a forjada identidade de dona e operadora de um cinema. Ainda na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para lutar contra os nazistas. Conhecido pelo inimigo como The Basterds, o grupo de Aldo acaba tendo como nova integrante a atriz alemã e agora espiã disfarçada Bridget Von Hammersmark, que tem a perigosa missão de derrubar os líderes do Terceiro Reich. Os fatos acabam cruzando os caminhos dos Basterds com os de Shosanna, enquanto ela planeja sua vingança sozinha.

Confesso que nunca fui fã de Tarantino, simplesmente porque não entendo todo esse alvoroço em cima de sua violência sem sentido e vingança a qualquer custo. O diretor sul-coreano Chan-wook Park fez "Oldboy" inspirado na obra de Tarantino e ficou anos-luz à frente de seu "mestre" (e em um único filme). Mas é como se diz, gosto é que nem cu. Então não me crucifiquem por achar os filmes dele nada mais que uma desculpa pra encher as telonas de sangue (acho que o sonho dele é fazer um filme gore rolar no cirtuito comercial). =P

Mesmo assim, tenho pra mim que esse Basterds vai valer o download (quiçá o ingresso), apesar de eu achar que vai rolar mais uma glorificação dos judeus no final do filme. É esperar pra ver.

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Dead Snow



O segundo é um filme norueguês; uma sátira aos filmes de zumbis, envolvendo soldados nazistas e jovens! Esta "pérola" chama-se "Dead Snow" e foi dirigida pelo iniciante Tommy Wirkoma. O longa estreou na Escandinávia (sempre ela) em janeiro e chegou às nossas terras em março, direto em DVD. O filme foi selecionado, inclusive, para o Festival de Cinema de Sundance 2009.

Saca só o trailer:



Abaixo, a sinopse:

O filme narra a odisséia de um grupo de amigos numa estação de esqui norueguesa que fica isolada pela neve. Eles encontram um velho que conta uma história de horror sobre a ocupação nazista na Segunda Guerra. Ao encontrar um baú cheio de medalhas de oficiais alemães, eles, inadvertidamente, erguem um exército de zumbis nazistas que querem as suas relíquias de volta.

Ainda não assisti por preguiça de baixar, mas de tudo que eu já vi e li sobre, merece o download.

domingo, 17 de maio de 2009

Sobre Educação e Direitos

por WART
É comum escutar diariamente pessoas reclamando da administração pública, dos governantes, dos legisladores, da burocracia, da falta de direitos e assim vai. Esta fluência de reclamações chega a ser chata por sua repetitividade, pois sempre são os mesmos problemas, sempre conclui-se que todos os políticos são corruptos, sempre é o mesmo início, meio e fim. Isso deve-se, entre outros determinantes, ao fato da maioria da população não conhecer seus direitos e as leis que os regem. Digo que uma coisa é certa: se conhecessem, reclamariam bem mais!

Então, seria eu contra as reclamações ou a favor? Deveria o povo ser conhecedor dos seus direitos ou não? Porque, se assim fosse, como deixei a entender, as reclamações seriam bem mais numerosas, e a chatisse aumentaria...

Pois digo que não seria mais "chato", haveriam sim mais reclamações, contudo elas seriam melhor fundamentadas, pois o povo estaria munido de conhecimento, não seriam simples palavras jogadas ao vento, não seria o protestar por protestar, haveria uma argumentação válida e uma base sólida na qual se sustentar. O problema é que virou corriqueiro o fato de de tudo se achar ruim, contra tudo se queixar, é como se fosse um velho rabugento que vive a resmungar até da propria sombra, com o tempo deixam de lhe dar atenção.

Como resolver isso? Preparem-se, que não é fácil de engolir:

Temos desde cedo na escola aulas de educação artística, aulas de educação física, aulas de educação religiosa, dentre outras educações dessas. Mas, de todas estas criancinhas que sujam a farda de tinta, de todas essas que chegam em casa suadas e com aquele cheirinho especial impregnado depois de passar a manhã inteira correndo atrás de uma bola, quantas dessas se tornam pintores e artistas conceituados? pouquíssimas. Quantas se tornam grandes atletas olímpicos? nem preciso responder. Agora, quantas dessas se tornam cidadãos, que tem direitos e deveres, que futuramente irão integrar a sociedade participando dela de forma ativa? todas!

Ora, por que não, não substituindo, mas em adição às já citadas matérias, não se faz implantar nas escolas o mínimo de conhecimento sobre os direitos do cidadão? Os mais básicos mesmo, os direitos e garantias fundamentais que cada um de nós temos, que encontram-se devidamente descritos na Constituição? Isso para mim parece ser de uma essencialidade inegável, não vejo nenhuma maneira com a que se possa vir a contestar tal coisa.

Toda criança sabe desenhar uma casa, com um sol, com uma nuvem, uma árvore do lado, toda ela sabe que fazer falta na área é pênalti, dentre outras coisas esportivas dessas nas quais eu nunca me destaquei. Isso tudo é importante, não estou dizendo o contrário, tem sim que fazer parte da infância de todos, mas a longo prazo isso deixa de ter importância, não fará a mínima diferença na vida adulta. Em contrapartida, sendo a criança familiarizada desde cedo com os seus direitos, ela virá a se tornar um adulto bem mais estabilizado quanto ao conhecimento daquilo que fará parte do seu cotidiano: a vida política.

Para todo tipo de problema, o povo acusa logo: "é porque só tem ladrão no governo!" Sim, pode até ser, mas somos nós os únicos responsáveis, nós que elegemos "os ladrões" como nossos representantes. São esses "ladrões" que fazem as nossas leis, que determinam cada detalhe de nossas vidas. Eles estão lá porque assim quisemos e podem, da mesma forma, sair de lá se assim quisermos, é direito nosso. Contudo, é fato que a falta de conhecimento, ou até mesmo o comodismo, nos impede de agir de forma mais participativa. Vou contar um segredo a todos vocês: o Brasil é uma democracia, viu? Isto quer dizer que é governado pelo povo! (de forma representativa, claro). Impressionante, não? Por que não requerer aquilo que lhe é de direito? Não entendo.

Seria perfeito se todos nós soubessemos como funciona o mundo à nossa volta, não haveriam problemas, mas isso é utópico. Seria muito bom se todos nós soubessemos um pouco sobre o mundo à nossa volta, não haveriam tantos problemas, mas isso é bem difícil. Seria muito ruim se nós não conhecessemos nada ou quase nada sobre o mundo à nossa volta, só haveriam problemas por todos os lados... ei, essa é a realidade!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Occupation 101


O que se segue é um grande documentário, bastante interessante e premiadíssimo.

Quando a maioria das pessoas pensa na Palestina e no seu povo, logo o que vem a cabeça é um homem bomba, intolerância religiosa, atraso e brutalidade. Pelo menos é essa a imagem que a Globo e as demais redes de televisão brasileiras e mundiais tentam (e conseguem) passar. Mais será que é isso mesmo?

Será que o povo palestino é este que a mídia pinta? Um povo sedento de sangue e “bárbaro”?

O que temos aqui, meus caros, é um valoroso documentário dirigido por Sufyan Omeish e Abdallah Omeish. Narrado por Alison Weir, fundadora do If Americans Knew. O filme discute a tomada do território palestino pelos Judeus. Um desconcertante e verdadeiro olhar a partir do surgimento do movimento Sionista até a segunda Intifada, a limpeza étnica da Palestina, as relações entre Israel e Estados Unidos e as violações dos direitos humanos e abusos cometidos por colonos e soldados israelenses contra os Palestinos em seu próprio território.

Recomendo que passem uns minutos na frente da TV e se informem sobre o expansionismo sionista, a partir do testemunho de numerosas pessoas que vivem o conflito todos os dias.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Chegou! Chegou!


O que a maioria temia aconteceu... o vírus do “poico” tá no Brasil. O apocalipse está chegando!

Vou assistir o filme do Che Guevara, ele saberá o que fazer.

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Ministério da Saúde confirma quatro casos de gripe suína no Brasil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou, em entrevista coletiva na noite desta quinta-feira (7), que o Brasil tem quatro casos de pessoas infectadas pela gripe suína (H1N1).

As quatro vítimas são brasileiras e as contaminações foram confirmadas por três laboratórios. Duas vítimas são de São Paulo, uma do Rio de Janeiro e outra de Minas Gerais. Os quatro são adultos e apresentam quadro clínico estável.

Segundo o ministro, "o governo está com a situação sob controle". "Todos os casos foram importados e não existem evidências de que foram contaminadas outras pessoas no país, ou seja, o vírus não circula no Brasil", disse. "Volto a afirmar, todos os pacientes passam bem."

FONTE:

sábado, 2 de maio de 2009

Charge "da terra"


Aqui uma charge bem legal feita pelo nosso amigo Elias. Este trampo foi feito especialmente para a 5° edição do Zine Caicó Subterrâneo.

Interessados em contratar os serviços do rapaz, é só entrar em contato com ele pelo Orkut.

Link: Elias

sexta-feira, 1 de maio de 2009

No Blog dos Outros É Refresco

por Icaro
Já que estamos num blog, vou começar falando de blogs. Queria falar sobre um monte de coisas, mas no momento estou de ressaca e me preparando pra beber mais daqui a pouco. Então, já que, pra mim, esse assunto é mais fácil de escrever nesse momento, fico com ele!

Abaixo segue algumas dicas dos sites que eu mais visito:

SEDENTÁRIO & HIPERATIVO tá 'na estrada' há um bom tempo e é bem conhecido, mas sempre tem aquela galera que nunca ouviu falar, então essa é minha primeira dica. O site, assim como o nosso, é feito por várias pessoas. O conteúdo é bem variado, mas segue uma tendência meio nerd/geek. Marcelo Del Debbio, um dos maiores RPGistas brazucas e criador do sistema Trevas, é também um grande contador de histórias estudioso do ocultismo, conspirações e afins e escreve pra o Sedentário. Mas o blog não é só isso. Tem de tudo um pouco, até conteúdo erótico/pornográfico - que acabou sendo retirado do blog e ganhou o seu próprio, o Sweetlicious.

E por falar em geeks e nerds... Esse o nome já entrega: NERDS SOMOS NOZES*. Quatro figuras capixabas montaram esse blog há pouquíssimo tempo e já é um dos mais visitados do Brasil. Apesar de quase sempre discordar da opinião dos camaradas, me mantenho informado sobre os assuntos que mais gosto através deles: música, tecnologia, videogames, política, cinema e, é claro, Megan Fox. =D

Luiz Carlos Azenha é um dos melhores jornalistas da atualidade. Já passou por dezenas de jornais e canais de TV do país. Mas, assim como o resto dos internautas, Azenha encontrou na web a liberdade que não tem (e provavelmente nunca terá) no jornalismo comercial. Fez o blog VI O MUNDO e vem enchendo de conteúdo (político, no geral) a internet tupiniquim. Virei fã do cara depois que conheci o blog.

Daniel Xavier é um publicitário carioca que mora em Atlanta, nos EUA. Ele trabalha no Cartoon Network fazendo spots/comerciais para a rede de desenhos latina e brasileira (sabe aquela série de comercias 'Cartoon Network. A gente faz o que quer'? Pois bem, é culpa dele). O blog fala de publicidade e propaganda de uma maneira bem divertida e sem firulas (nada de Roberto Justus); além de música, cultura pop e política. Assim como eu, Daniel é um grande entusiasta de Lula e Obama, e, desde que o nome muçulmano do atual presidente estadunidense começou a rolar nas TVs mundo afora (prévias do Partido Democrata yankee), Daniel expôs suas opiniões e visões sobre o assunto. É muito interessante ver a "obamania" pelos olhos de 'quem tá de fora'. Mais interessante ainda é ver que o que Obama disse à Lula na última cúpula do G-20 ("this is my man") não é uma opinião solitária. O mundo vê o nosso presidente assim. E, graças ao MIDIONAUTA, eu percebi isso, e venho acompanhando. Bom, mas aí já são outros quinhentos.

Visitem os sites e divirtam-se.

Prometo um post com um assunto melhor e sem ressaca. =)

*O nome do blog se refere ao famigerado vídeo "as arveres somos nozes". =D

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Caicó Arcaico

por Fernando:

Moro em Caicó há 21 anos. Foi aqui onde nasci, passei minha infância, adolescência e de quebra, também foi aqui que passei a encarar o Sol como uma ameça.

Inicialmente a idéia de passar o resto de minha vida em Caicó não me assustava; lá estava eu, sempre otimizando minha visão em relação à esta cidade, achando que todos os pontos negativos ocorriam em prol de algo maior, algo que viria, se fixaria e mudaria a maneira como as coisas são levadas aqui. Com o passar dos anos essa idéia foi se esvaindo de minha mente, murchando, até se tornar mais uma lembrança relapsa, que se converteu em frustração.

Pensem comigo: quais foram as mudanças mais visíveis que houveram em Caicó nos últimos 15 anos? Bem, meus jovens aprendizes, só consigo listar duas: a proliferação dos mototaxistas e a criação de um conjunto "musical" chamado Sakulejo*.

"Ok. Mas e o Centro Cultural e a Ilha de Santana?" Sim, são mudanças, porém, de mal uso por parte do poder público. Para que serve um teatro que em vez de promover a cultura de nosso povo através de peças, recitais, etc., só se limita a apresentar uma variedade de convenções políticas, com o propósito de discutir "quem fez mais o que" e "quem fez menos o que"?. Para que serve um espaço como a Ilha de Santana que só abre as portas para os turistas? - nada contra os mesmos -, e muitos desses nem respeitam a cidade, chegando inclusive a cagar em frente à casa das pessoas (cagaram em frente à minha).

Onde está a hospitalidade caicoense, senão no triste fato de nos deixarmos ser, lamentavelmente, subjulgados pela idéia de que tudo o que vem de fora é melhor e mais interessante; portanto, se um "playboy" de Campina Grande vem pro Carnaval e caga em frente à sua residência , você vai ter que limpar, porque você é caicoense e nossa maior qualidade é a hospitalidade. BULLSHIT!

A forma como as coisas estão sendo levadas em Caicó Cidade de Fé e Alegria já é de desagrado de boa parcela de seus habitantes, vide a famigerada** Festa de Santana, que deixou "a long time ago" de ser uma manifestação da genuína fé do povo seridoense e se tornou um meio mercantilista, um lobby político, um coreto para para inauguração de obras inacabadas, uma festa para transar mais, para ouvir a banda Os Cafetões do Forró*** cantar que Deus desenhou num sei quem, quando tava se beijando com fulana - uma puta ironia se tratando de uma festa religiosa.

Não tenho nada contra qualquer tipo de manifestação, seja ela religiosa, política, sexual, animal, vegetal ou mineral. Só me incomodo com o fato de que tudo é cinicamente maquiado neste município. Por que não admitir as contradições e aceitar que esses eventos não são mais feitos para os caicoenses? Por que a nossa Secretaria de Saúde não distribui camisinhas na Festa de Santana como de praxe faz no Carnaval? Macacos me mordam se em ambas as pessoas não transam mais que coelhos-coala jupterianos (?!).

Eu sei que essas festas movimentam a economia, as pessoas se divertem, riem umas das outras; eu acho legal a muvuca, mas não gosto quando começa a virar circo na boca de político ou de gente que se aproveita da privilegiada posição de turista para fazer cagada, literalmente.

Enfim, espero que um dia mude, eu gosto da minha cidade, tem caras engraçados aqui, a melhor carne de sol da América, os barracos do açougue, as garotas mais bonitas, e tem este que vos escreve, o cara mais bonito da região. Brincadeira, hehehehehe.

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* Essa banda ainda faz muito sucesso por aqui, recentemente seu vocalista foi eleito Rei Do Carnaval caicoense.

** Ao contrário do que parece, a palavra "famigerada" não tem uma conotação perjorativa.

*** "Os Cafetões do Forró" é uma banda fictícia, criada com o fim de ilustrar uma determinada passagem deste artigo. Se caso algum produtor musical se interessar por este nome, peço que reserve os devidos créditos à minha pessoa.
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